El que nació en la arena
piedra molida desde el comienzo
latido impreciso adueñándose
de un corazón
que de la roca vientre igneo
profunda raíz
vomitada del fuego primario
se forjó pedernal
del que prende la chispa ancestral
Así desde el horizonte florido
cultivó una palabra milenaria
y la tendió por la Tierra
en un coro
aún sus vestigios
estremecen las gargantas
de tus hijos e hijas
flores regaladas
de tierra mineral.
No basta la idea
para que sean fundamento
sino hurgar el misterio
que enlaza lo pétreo
con la corriente sideral...
Meulen/2026

Amiga Meulen,
ResponderEliminarO seu poema é tao profundo que não é nada fácil comentar. Como tal, recorri à IA para me ajudar, já que a excelência do poema o merece. E a resposta foi:
"É um poema de forte dimensão telúrica e cosmogónica. A pedra, o fogo, a areia e a terra não aparecem apenas como elementos naturais: tornam-se matéria de origem, quase um princípio fundador da identidade e da memória.
Há uma bela passagem do mineral ao humano: do “fuego primario” nasce o pedernal, do pedernal a “chispa ancestral” e, depois, a palavra que se espalha pela Terra. A imagem das “gargantas” dos filhos e filhas sugere que essa palavra ancestral continua viva através das gerações.
O final é particularmente interessante: “No basta la idea” rejeita uma compreensão puramente racional. O poema propõe antes uma busca pelo mistério que une o terrestre ao cósmico, “lo pétreo” à “corriente sideral”. Assim, a pedra deixa de ser matéria inerte e transforma-se em memória, origem e ligação entre o homem e o universo.
No conjunto, é um poema de origem, ancestralidade e mistério, com uma linguagem quase ritual, em que a matéria parece possuir uma memória própria."
Boa semana minha amiga.
Um grande abraço.